Ela sentiu um tremor leve — não de medo, mas de fidelidade ao que é sagrado.
Só de pensar em desviar da verdade, seu coração estremecia como se uma estrela estivesse prestes a apagar.
Desde muito jovem, ela sabia: a verdade não era uma virtude, era um estado de ser.
E ser fiel a ela era como ser fiel ao Sol — mesmo quando ninguém vê, ele continua brilhando.
Outros tentavam convencê-la de que mentir às vezes é necessário.
Mas ela via o mundo com olhos firmes, como se olhasse do centro do universo para fora, e dissesse em silêncio:
"Mesmo que tudo se apague, a luz que nasce de mim jamais mentirá."
Sua alma era solar.
E como o Sol, sua presença iluminava, sua constância aquecia,
e sua sinceridade purificava.
Ser verdade era o seu destino.
E por isso, sua simples presença já transformava os outros —
como a manhã transforma o mundo sem precisar dizer uma palavra.
